Relação dos dez maiores “micos” dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro:

“Ryan Lochte encarna tudo o que o mundo odeia nos americanos”. A  declaração do New York Post sobre um de seus compatriotas é dura e  direta. O crime do nadador: invertar um falso assalto após ser  repreendido por vandalizar um posto de gasolina quando estava bêbado.  Apesar de suas medalhas olímpicas, o bad boy da natação americana pagou  um dos maiores micos destes Jogos.

O ginasta holandês Yuri van Gelder também abusou da bebida e após  abandonar a Vila Olímpica para comemorar sua classificação para a final  das argolas no torneio de ginástica artística foi excluído da delegação,  sem poder disputar uma medalha.

Com os atletas russos considerados coletivamente persona non grata no  Rio devido ao escândalo de doping de Estado, a presença na pista do  Engenhão de Justin Gatlin, suspenso duas vezes por doping, não foi algo  natural. Vaiado pelo público antes de conquistar a prata nos 100 m, foi  eliminado nas semifinais dos 200 m e desclassificado na final do 4×100  m.

Sonny Bill Williams tinha tudo para ser a estrela do primeiro torneio  olímpico de Rugby Seven, mas abandonou a primeira partida da Nova  Zelândia, contra o Japão, vítima de uma ruptura parcial do tendão de  Aquiles. Os “All Blacks” também tiveram um caminho escuro e acabaram  caindo nas quartas de final contra os campeões olímpicos de Fiji.

A melhor goleira do mundo não sabe perder. Após a eliminação dos  Estados Unidos nas quartas de final do futebol feminino, Hope Solo  chamou as suecas, que venceram na decisão por pênaltis, de “bando de  covardes”, em alusão ao esquema defensivo das adversárias. A goleira já  era alvo da torcida brasileira por postar uma foto com medidas  preventivas contra o mosquito transmissor da zika.

A ginástica chinesa não obteve uma medalha de ouro sequer nos Jogos  do Rio. Há quatro anos, em Londres, os ginastas chineses conquistaram  quatro títulos, entre eles o concurso geral por equipes. No Rio, como no  Mundial de 2015, foram destronados pelo Japão, do “rei Kohei Uchimura”.

De um hotel de luxo na Barra da Tijuca para uma penitenciária em  Bangu. O irlandês Patrick Hickey, presidente dos Comitês Olímpicos  Europeus e membro do Comitê Olímpico Internacional foi detido na  madrugada do dia 17 de agosto sob suspeita de integrar uma rede de venda  ilegal de ingressos para os Jogos do Rio.

Outros três irlandeses – Kevin Kilty, Dermot Henihen e Stephen Martin  - foram proibidos de sair do país e deverão depor sobre o caso nesta  terça-feira.

“Não aceitarei jamais minha suspensão. Não vou esquecer isto. Só  posso dizer que quem vencer (…) será por minha ausência”, declarou a  bicampeã olímpica do salto com vara após sua exclusão dos Jogos do Rio. A  russa foi uma das principais vítimas da exclusão de seu país dos Jogos  pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF), na sequência das  revelações da Agência Mundial Anti-Doping (WADA) sobre o doping  generalizado no atletismo russo.

O francês Benoît Paire ficou com o prêmio de ingrato após ser  eliminado na segunda rodada do torneio de simples do tênis nos Jogos do  Rio. Excluído da equipe francesa por ignorar o regulamento, abriu o  verbo: “agora já sei como são as Olimpíadas e fico contente em partir”.

Vários atletas foram pegos no controle antidoping dos Jogos, a metade  levantadores de peso: o cipriota Antonis Martasides, os poloneses  Tomasz e Adrian Zielinski, a taiwanesa Lin Tzu-chi, o quirguiz Izzat  Artykov e o mongol Chagnaadorj Usukhbayar. Some-se a isto o fato de que a  Bulgária, potência na disciplina, foi excluída dos Jogos do Rio, assim  como oito russos envolvidos no escândalo de doping generalizado na  Rússia.