07/09/2005 - 7:00
O banqueiro Olavo Setubal, presidente do conselho do Banco Itaú, reuniu analistas e investidores na terça-feira 30 para apresentar os resultados de suas empresas no primeiro semestre. Nesta rara aparição pública, o veterano financista passou a economia brasileira em revista. Na ocasião, Setubal apontou à DINHEIRO dois caminhos para o grupo financeiro que ajudou a criar: a manutenção da fé (e dos investimentos) na economia brasileira e a internacionalização. Para ele, o Itaú já cresceu o que podia no País. Chegou, portanto, a hora de olhar para fora. ?O futuro só pode ser internacional.?
Involuntariamente, Setubal faz lembrar a célebre frase de Mário Amato, quando presidente da Fiesp: ?a saída é Cumbica?, disse, ameaçando uma debandada de 800 mil empresários caso Lula vencesse as eleições de 1989. A saída de Setubal não é a da fuga. O que ele sugere é um vôo para a conquista de novos mercados. Gigante no Brasil, o Itaú tem uma presença ainda tímida no exterior. Como banco de varejo, limita-se a uma subsidiária na Argentina e a uma operação para dekasseguis no Japão. Setubal não dá pistas da direção que pretende tomar. Mas, para os especialistas, há um rumo natural a seguir. ?Faria sentido investir na América Latina, sobretudo na Argentina?, diz Pedro Guimarães, analista do Pactual. ?Lá, a escala do Itaú pode fazer a diferença.? ![]()