Em um ano de muitas transformações no cenário da rede mundial de computadores, Bradesco, Banco do Brasil e Sudameris formam o trio vencedor entre os sites de internet banking no Brasil. Os três bancos foram os que mais pontos acumularam na versão 2001 do Teste DINHEIRO para o setor. O levantamento mostrou um avanço das instituições em seu relacionamento on-line com os clientes. Percebendo a importância que a Internet vem ganhando entre os correntistas, elas reformularam suas páginas e reavaliaram os serviços que vinham sendo prestados nos últimos doze meses. Quando DINHEIRO realizou o primeiro teste do gênero, exatamente há um ano, o cálculo era que 10% de todas as transações do sistema bancário eram feitas pela Web. O número cresceu e representa, pelo menos, 30% dos negócios, segundo as contas das mesmas instituições financeiras. A curva da utilização desses serviços virtuais registra crescimento contínuo. Os números da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) retratam esse progresso. Em 98, foram realizados 38,7 milhões de transações pelo sistema de internet banking. Um ano depois esse número disparou para 126,3 milhões, registrando incremento de 225%. Não parou. Fechou 2000, com 314,5 milhões de operações. A estimativa é de manutenção dessas taxas de expansão neste ano.

As instituições financeiras acompanharam essa evolução com pesados investimentos em informática e segurança. Nesse período, foram aplicados R$ 2,8 bilhões em tecnologia. Por esses motivos, DINHEIRO repetiu a proposta e colocou à prova os serviços virtuais oferecidos pelos 15 maiores bancos em ativos totais do País. Eles foram testados em nove pontos: a quantidade de serviços oferecidos para os correntistas e também para os não-correntistas (como informações sobre o mercado e produtos financeiros); produtos extras (o que acaba sendo o principal diferencial de cada site); onde estão as menores tarifas; qual o mais fácil de navegar; o que tem melhor visual; o mais seguro; o que possui os canais mais acessíveis de contato com o cliente e qual o mais didático. O item segurança, assim como no ano passado, foi avaliado pela ISS (Internet Security Systems), empresa de tecnologia da segurança de São Paulo. Esse é o item mais importante para o desenvolvimento da internet banking. Muitos clientes evitam o serviço por receio de fraudes.

A lista de bancos analisados mudou um pouco. Como o Real ABN e ABN Amro Bank se tornaram um só (Real ABN), mais um novo banco passou a fazer parte dos 15 avaliados: o Sudameris, que já chegou vitorioso. Em contrapartida, o Banco Real (atual Real ABN) que ficou com a quinta colocação no ano passado, se recusou a responder o questionário de segurança este ano e ficou sem classificação. No resultado final, a grande arrancada foi do Banco do Brasil, que saiu da quinta posição no ano passado para dividir com o Bradesco e o Sudameris a primeira colocação. O Banco do Brasil investiu US$ 60 milhões em seu site e, com isso, registrou 2,6 milhões de correntistas utilizando os serviços. Na manutenção da liderança, o Bradesco incentiva cada vez mais a utilização da Web. Conta com 1,7 milhão de usuários que movimentam cerca de R$ 3 bilhões via Internet por ano. O Unibanco também está na batalha para atrair os clientes para o banking. Essa área vai receber R$ 30 milhões este ano. Na outra ponta do ranking, o BCN retrocedeu. Com o título de 2° colocado em 2000, se recusou a responder o questionário de segurança este ano. Assim, ficou sem avaliação.

A boa notícia para os clientes é que, neste ano, mais bancos aderiram ao sistema de não cobrar taxas pelos serviços feitos pela rede. Além do Safra, que já procedia assim em 2000, o Citibank, o BankBoston e o Sudameris estão liberando a cobrança de tarifas para os seus melhores clientes.