Você já parou para pensar por que compra um produto? Quais são as características que fazem a diferença na hora de pôr a mão no bolso? Quem compra o quê? A agência de publicidade Young & Rubicam tem as respostas. Ela preparou um estudo exclusivo à DINHEIRO em que esmiuça os principais grupos de consumidores brasileiros e sua postura diante das prateleiras. É uma pesquisa que faz parte do BrandAsset Valuator, ou BAV, estudo mundial, realizado de dois em dois anos, com 350 mil entrevistados, ao custo de US$ 45 milhões. Ali, observa-se não apenas os dados demográficos como também o comportamento dos cidadãos em cada país, além da imagem de mais de 19 mil marcas. É excelente ferramenta para a elaboração de campanhas publicitárias. ?Ajuda a conhecer os pontos fortes e fracos das marcas?, diz Cesar Ortis, diretor de planejamento da Young & Rubicam. Ajuda, também, a entender como funciona a mente das pessoas.

São sete tipos de consumidores: os integrados, os exploradores, os resignados, os emuladores, os transformadores, os vencedores e os inconformados (leia os quadros ao longo da reportagem). Cada grupo tem uma particularidade. Um compra para aparecer, outro por segurança. Há quem busque novidade e outros, produtos ecológicos. O que faz uma pessoa pertencer a determinado gênero varia de acordo com as idades e com o estágio profissional. Há, contudo, uma mobilidade muito grande. Ou seja, um explorador, acostumado a esportes radicais e novidades quando jovem, pode se transformar em um integrado, consumidor que na maturidade busca a segurança da família. Mas isso, é bom salientar, nem sempre é regra. ?Há idosos que também se encaixam entre os exploradores?, diz Ortis. O que importa é desvendar como eles agem. Trata-se de uma informação crucial para decisões estratégicas das empresas. Serve, por exemplo, às operadoras de telefonia celular, peças de um mercado pulverizado, em que todos oferecem o mesmo serviço. A diferença está no estilo de vida. ?É um modo eficiente de atingir o consumidor da maneira precisa?, diz Mário René Schweriner, coordenador do Curso de pós-graduação em Ciências do Consumo Aplicadas da Escola Superior de Propaganda e Marketing (SP). ?O comportamento transcende as estatísticas?.

ENTENDA O HOME CARE

O que é?
Atendimento médico na casa do paciente. Pode substituir a internação hospitalar ou monitorar portadores de necessidades especiais e doenças crônicas.

Como funciona?
Os serviços podem ser contratados diretamente das empresas especializadas, mas é preciso autorização médica. A maioria dos planos de saúde oferece cobertura somente depois de avaliar a requisição de cada cliente.

R$ 240 milhões é o quanto movimenta o setor anualmente no País