Os preços do ouro subiram pela quarta sessão consecutiva, depois de a desvalorização do yuan pelo Banco do Povo da China (PBoC) alimentar a expectativa de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) demore mais para começar a elevar as taxas de juro de curto prazo nos EUA.

Traders disseram que a decisão do BC da China levanta dúvidas sobre se o Fed começará a apertar a política monetária em setembro, à medida que um yuan mais fraco torna as exportações da China mais baratas e suas importações mais caras, pressionando as empresas exportadoras dos EUA. “A ideia de que os EUA vão elevar as taxas de juro dentro de 30 dias parece mais improvável agora, depois da medida chinesa. Se as taxas de juro serão normalizadas nos EUA, isso provavelmente acontecerá depois da reunião de setembro e é isso o que está causando a alta do ouro”, disse James Cordier, da OptionSellers.com.

Já o estrategista Guy LeBas, da Janney Montgomery, disse que o Fed pode não mudar a data em que pretende fazer a primeira elevação das taxas de juro, mas poderá normalizar a política monetária mais lentamente a partir da segunda. “A desvalorização do yuan provavelmente não terá impacto sobre os indicadores econômicos por vários meses. Por isso, é mais provável que ela desacelere a trajetória da taxa de juros do Fed do que adie a primeira elevação”, acrescentou.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos do ouro para dezembro fecharam a US$ 1.107,70 por onça-troy, em alta de US$ 3,60 (0,33%). Fonte: Dow Jones Newswires