07/10/2026 - 9:32
Eduardo Paes (PSD) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que rejeite a desistência do recurso de Anthony Garotinho (Republicanos) e mantenha seus votos válidos na eleição para governador. A decisão pode definir a realização do segundo turno no Rio, previsto para 25 de outubro, entre Paes e Douglas Ruas (PL).
Garotinho recebeu 274.411 votos no primeiro turno e apresentou o pedido de desistência na segunda-feira (5). Como disputou a eleição com a candidatura pendente de decisão judicial, a validade desses votos depende do julgamento do caso.
O que Paes pediu ao TSE
A petição foi encaminhada ao ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do processo. A coligação de Paes, “Juntos para mudar, coragem para reconstruir”, contesta a possibilidade de desistência do recurso depois de conhecido o resultado das urnas.
O argumento é que a retirada, nessa etapa, interfere diretamente no desfecho da eleição. Paes defende que os votos recebidos por Garotinho sejam preservados.
Como os votos de Garotinho afetam o segundo turno no Rio
Se os votos de Garotinho forem considerados válidos, Paes e Ruas disputarão o segundo turno. A anulação reduz a base de votos válidos usada para calcular a participação de cada candidato.
Com essa mudança, Douglas Ruas pode alcançar a maioria necessária para ser declarado eleito no primeiro turno. O efeito sobre o resultado depende da decisão da Justiça Eleitoral.
Ministério Público Eleitoral recomenda aceitar a desistência
Na terça-feira (6), o Ministério Público Eleitoral recomendou que o TSE aceite a desistência de Garotinho. Caso o tribunal rejeite a retirada do recurso, o órgão defende que a candidatura permaneça indeferida, com a anulação dos votos.
A recomendação mantém posição contrária à pretensão de Paes de preservar a votação do ex-governador.
PSOL contesta retirada do recurso
O PSOL-RJ recorreu ao TSE na terça-feira para contestar a desistência. O partido sustenta que cabe à Justiça Eleitoral decidir o destino dos votos de Garotinho.
Na segunda-feira, Paes acusou Garotinho e Ruas de articularem uma manobra para impedir o segundo turno. A acusação foi feita pelo candidato do PSD.
Por que a candidatura de Garotinho foi indeferida
O registro de Garotinho foi indeferido em razão de uma condenação por improbidade administrativa, com suspensão dos direitos políticos por oito anos.
A defesa contestava o período de vigência da punição. Argumentava que a contagem deveria começar em 1º de agosto de 2018 e terminar em 31 de julho de 2026.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro manteve o indeferimento, e a defesa levou o caso ao TSE. A definição sobre a validade dos votos e seus efeitos na eleição permanece vinculada ao julgamento do tribunal.
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