Cuba e Noruega, países avalistas do processo de paz na Colômbia, asseguraram nesta quarta-feira, em Havana, a superação de “dificuldades recentes” que ameaçaram o diálogo entre o governo colombiano e as Farc.

“Foi obtido um acordo para superar as dificuldades recentes e normalizar as conversações entre as partes na Mesa de Havana”, afirmaram os países ao aludir à controvérsia pela participação de negociadores das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em atos com a população civil e guerrilheiros armados na Colômbia.

Afirmaram que continuam sendo cumpridos “todos os compromissos adotados pelas partes em relação às medidas de desescalada e criação de confiança”.

Cuba e Noruega também saudaram o “firme propósito” das Farc e do governo de Juan Manuel Santos “de continuar avançando para conseguir um acordo final”, previsto para o dia 23 de março.

A aparição, em uma zona rural da Colômbia, de Iván Márquez, chefe negociador das Farc, junto a guerrilheiros armados em um comício popular, provocou uma crise com o governo, que suspendeu imediatamente as viagens dos negociadores de paz da guerrilha, que estavam autorizados a explicar a seus combatentes sobre o avanço dos diálogos de paz, iniciados em novembro de 2012.

As Farc tentaram suavizar a situação em um comunicado emitido na sexta-feira, ao convidar o governo a “contornar a polêmica injustiça”.

O chanceler norueguês Borge Brende viajou a Bogotá, na semana passada, e a Havana, no início desta semana, onde foi entrevistado ao lado de seu homólogo cubano Bruno Rodríguez para buscar uma solução à crise criada.

“Cuba e Noruega reafirmam seu compromisso de continuar contribuindo com o avanço das conversações e o alcance, no menor tempo possível, de um acordo para o fim do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura na Colômbia”, concluíram.