27/06/2007 - 7:00

SZAPIRO, DIRETOR: aposta no Foleo (no destaque) para atingir o consumidor final
Fala-se em Palm e a primeira imagem que vem à cabeça é o PDA, o computador de mão que, entre os usuários, acabou sendo batizado com o nome da companhia. Pergunte-se agora quem é o usuário de um palm, ou melhor, um PDA. Resposta: um executivo ou vendedor de grandes empresas. Pois a Palm pretende mudar essa imagem de companhia voltada para o mundo corporativo e trilhar o caminho do varejo. O primeiro passo nesse caminho foi trazer para cá o seu smartphone Treo 680, um híbrido de PDA e celular. O grande lance, porém, virá no segundo semestre deste ano. Trata-se do Foleo, aparelho com design de notebook, mas com configuração mais simples e aplicativos para verificar e-mail, navegador web e programas como World, Excel e PowerPoint – ou seja, um PDA mais turbinado. Os primeiros resultados são animadores. Em 2006, a companhia registrou participação de 40% nas vendas de smartphones no Brasil, um mercado de 231,6 mil unidades. Os clientes corporativos respondiam por 50% das vendas do Treo há um ano. Hoje, essa fatia caiu para 30%, em função da maior penetração do produto no varejo.
Para a empresa, esse setor promete mais. A Palm pretende fechar contrato com uma operadora de telefonia para oferecer o Treo 680 por um preço inferior aos R$ 999 cobrados atualmente. “As pessoas precisam conhecer melhor o conceito de smartphone”, diz Alexandre Szapiro, vice-presidente da Palm no Brasil, também conhecido por ser um dos criadores do Submarino.
A estratégia da Palm por aqui é a mesma adotada em outros mercados. “A Palm acertou em deixar de priorizar o PDA, um produto em decadência. Migrar para os smartphones foi a maneira certa para se reposicionar”, diz Eduardo Tude, presidente da Teleco, empresa de análise em telecom.