O afastamento temporário de Murilo Ferreira da presidência do Conselho de Administração da Petrobras intriga analistas e operadores do mercado de ações. “Na nossa visão, o movimento pode ser percebido como um sinal de possíveis tensões no conselho ou na gestão (da petroleira)”, afirmam analistas do Bank of America Merril Lynch (BofA) em nota.

“(Esse movimento) poderia conduzir a maiores preocupações sobre a independência do conselho e sobre a governança corporativa (da companhia) (…), o que poderia induzir a uma maior cautela do investidor em relação às ações da Petrobras”, escrevem.

Apesar do alerta, os analistas não alteraram sua recomendação sobre a compra dos papéis. Continuam recomendando uma posição neutra, tendo como preferência as ações PNs em detrimento das ONs.

Ao manter o rating neutro para as ações, eles destacam a principal preocupação acerca da deterioração de fundamentos macro, que podem atrasar o programa de reestruturação. “(Esse atraso) poderia limitar a valorização da ação pelos próximos seis a 12 meses”, escrevem os analistas. “Em razão da expectativa mais positiva quanto ao pagamento de dividendos, continuamos preferindo as ações sem direito a voto em detrimento da ações com direito a voto”, escrevem.