A França “desaconselha” seus cidadãos visitar Sharm el-Sheikh, na península egípcia do Sinai, de onde partiu o avião russo que caiu no sábado, a menos que por uma “razão convincente, inclusive profissional”, declarou nesta quinta-feira o ministério francês das Relações Exteriores.

Este alerta do Quai d’Orsay também diz respeito à cidade de Taba, localizada no Sinai.

Ao contrário de Washington e Londres, que consideram muito provável que a causa do acidente do avião russo tenha sido um ataque, Paris não se pronunciou a este respeito.

O aviso da chancelaria francesa foi decidido “como medida de precaução até que os resultados da investigação sobre a queda do avião sejam divulgados”, explicou o Quai d’Orsay.

Até o momento, Paris pedia a seus cidadãos com viagem marcada para Taba ou Sharm el-Sheikh que permanecessem atentos.

Em termos comerciais, a medida não deve causar grandes consequências, uma vez que há poucas passagens compradas para as duas localidades.

O sindicato das agências de viagens francesas (SNAV) indicou à AFP que “apenas algumas centenas de turistas franceses estão atualmente presentes no Egito”, e que a maioria não se encontra em zonas “balneárias” como Sharm el-Sheikh, mas em localidades “culturais”.

“Nós não recebemos pedido específico para repatriações, não há pânico”, garantiu seu presidente, Jean-Pierre Mas, antes do anúncio do Quai d’Orsay.