O Parlamento israelense aprovou nesta quarta-feira uma controversa lei que obrigará alguns jovens judeus ultraortodoxos a cumprir o serviço militar. Em julho de 2013, o governo de Benjamin Netanyahu aprovou este projeto de lei que coloca fim ao sistema que exonera os jovens ultraortodoxos que estudam nas escolas talmúdicas de cumprir o serviço militar. A lei foi votada em segunda e terceira leitura por 65 votos contra 1, o do deputado Yoni Chetbun, membro do Partido Nacionalista Lar Judeu, que votou contra as ordens de seu partido, na origem do projeto de lei. A oposição negou-se a participar dos debates e boicotou a votação. “O Estado de Israel perdeu o direito de se classificar de Estado judeu e democrático”, denunciou o deputado ultraortodoxo Moshé Gafni, do partido Judaísmo da Torá. “O mundo ultraortodoxo não esquecerá e não perdoará Netanyahu e seus cúmplices pelo que fizeram a nós”, advertiu. A lei, que entrará em vigor em três anos, prevê punição aos jovens que se negarem a cumprir o serviço militar. Os ultraortodoxos representam cerca de 10% dos oito milhões de israelenses. Dezenas de milhares deles escapam do serviço militar obrigatório, que dura três anos para os homens e dois para as mulheres. mib/agr/fcc/meb/pc/ma