04/05/2016 - 22:09
A PDG Realty anunciou nesta quarta-feira, 4, que celebrou um memorando de entendimentos não vinculante com Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Itaú Unibanco para reestruturação das dívidas da companhia. Esse acordo envolve financiamento de obras e débitos corporativos da construtora com as instituições financeiras e prevê também a contratação de um novo empréstimo.
No que diz respeito aos empreendimentos imobiliários, o memorando prevê que os bancos vão avaliar cada obra, com a possibilidade de conceder novos financiamentos para cobrir custos e despesas decorrentes da finalização dos empreendimentos. O documento estabelece também que os vencimentos das dívidas atuais sejam prorrogados por um período de 12 a 24 meses.
As dívidas corporativas da PDG serão renegociadas com o objetivo de alterar o cronograma de pagamentos das parcelas e dos juros, para uma única parcela com vencimento em quatro anos. O acordo prevê também a criação de um mecanismo de amortização antecipada obrigatória, que seria realizada mediante a monetização de ativos oferecidos aos bancos nessas operações, além de outras medidas para estabilizar o fluxo do caixa livre da PDG.
O memorando tem ainda os principais termos e condições para um novo financiamento que seria concedido à empresa, com vencimento em três anos, e taxa de juros semelhantes à taxa que vai incidir sobre as dívidas corporativas renegociadas. Como condição, o documento estabelece que veículos de investimentos geridos pela Vinci Partners, maior acionista da companhia, com 22,38% de participação, participem dessa nova operação de financiamento, com condições iguais ás oferecidas pelos bancos.
Os bancos concederam também uma prorrogação do prazo de todas as dívidas, ou standstill, de 60 dias para a PDG. Neste período, as partes pretendem celebrar os documentos definitivos necessários para o fechamento do acordo, que ainda deverá ser submetido aos comitês de crédito dos bancos.