Uma cidade bélica, que ocupa uma área de 2,4 quilômetros quadrados, tem um orçamento anual de US$ 300 bilhões e abriga 20 mil pessoas veio abaixo na terça-feira, 11 de setembro. Eram 9h40 quando um avião da American Airlines, com 64 passageiros, furou as paredes de um lado do Pentágono, o mais poderoso complexo militar do planeta. Um míssil atingia em cheio três corredores do até então invencível Pentágono. Seguiu-se uma grande explosão, uma bola de fogo e muita fumaça. Depois, veio o caos. Vinte mil funcionários deixaram o prédio em minutos; 250 morreram. Agora, os rastros de 11 de setembro começam a ser apagados. No edíficio, flores que adornavam um memorial em homenagem aos mortos cederam lugar a guindastes que trabalham na reconstrução do edifício.

Aos poucos, estão sendo liberados os US$ 16 bilhões para a reconstrução do prédio. Mais difícil de apagar, entretanto, são os sinais invisíveis daquela que foi a maior humilhação ao poderio americano. Um plano pretende
tirar do controle do Pentágono as três maiores agências de inteligência do país. Nem a reconstrução do prédio conseguirá recuperar a imagem da entidade.