A presidente da Petrobras (PETR3; PETR4), Magda Chambriard, anunciou nesta sexta-feira, 2, a descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na costa do Amapá. Segundo a executiva, a nova frente exploratória torna o estado “mais valioso a cada dia”, sinalizando um avanço significativo nas operações na região.

O que aconteceu

  • A Petrobras confirmou a descoberta de petróleo no poço Morpho, no bloco FZA-M-59, na costa do Amapá.
  • A presidente da companhia, Magda Chambriard, declarou que o Amapá está se tornando “mais valioso a cada dia” devido às atividades exploratórias.
  • A estatal planeja perfurar mais três poços até o primeiro trimestre de 2027 para delimitar a extensão da nova descoberta.

De acordo com Chambriard, a perfuração do poço Morpho já foi concluída, e a operação agora avança para a fase de manobras e procedimentos de saída. Estes incluem a realização de testes, atividades pós-perfuração, perfilagem e retirada da coluna, etapas essenciais para a avaliação completa do potencial do reservatório.

“Vamos perfurar mais três poços para delimitar a descoberta, isso deve ser no primeiro trimestre de 2027. Em se confirmando as nossas expectativas, como elas vêm sendo confirmadas, não podemos garantir, mas tudo indica que realmente estamos abrindo uma nova fronteira exploratória”, afirmou Magda Chambriard em entrevista coletiva na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro.

Qual a importância da Margem Equatorial?

A presidente da Petrobras complementou, destacando o potencial da nova área: “Óleo da Margem Equatorial pode não ser melhor só do que o óleo de Urucu, no Amazonas”. A declaração sublinha a expectativa da empresa quanto à qualidade e volume do recurso encontrado, que pode superar outras jazidas já conhecidas no país.

A desmobilização completa das equipes e equipamentos está prevista para o final de outubro, com estimativa de que os trabalhos se estendam até o fim do mês.

Magda Chambriard ressaltou, ainda, que informações técnicas detalhadas sobre o poço Morpho, como profundidade dos indícios, características da rocha e espessuras encontradas, estão protegidas por cláusulas de confidencialidade. Conforme a executiva, o operador tem o direito de manter esses dados sob sigilo por até dois anos, o que confere uma vantagem competitiva significativa para quem realiza a primeira perfuração em uma oportunidade exploratória.

Leia mais

Preços do petróleo caem com G7 liberando estoques

Payroll: Criação de vagas nos EUA frustra expectativas em setembro

Dólar opera em alta com payroll dos EUA no radar

Ibovespa Futuro sobe com Datafolha e dados de emprego dos EUA