14/04/2026 - 20:00
O Conselho de Administração da Petrobras deliberou, nesta segunda-feira, 13, a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN III), em Três Lagoas (MS). A decisão ocorre após reavaliação que confirmou a viabilidade técnica e econômica do projeto, integrando as diretrizes do Plano de Negócios 2026-2030.
As obras da unidade estavam paralisadas desde 2015. A mudança de rota teve início em 2023, quando a companhia decidiu retornar ao segmento de fertilizantes, considerado estratégico para a soberania nacional e para o atendimento da demanda do agronegócio.
+ Lula diz sonhar com criação de empresa distribuidora de gás e de combustível e outra Eletrobras
A capacidade nominal da unidade está projetada em cerca de 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, das quais 180 toneladas são excedentes e disponíveis para a comercialização.
Atualmente, o Brasil consome cerca de 8 milhões de toneladas de ureia por ano, insumo fundamental para culturas de milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão. A amônia, por sua vez, atende tanto o setor de fertilizantes quanto a indústria petroquímica.
Por meio de nota, a estatal informou que a assinatura dos contratos para o canteiro de obras deve ocorrer ainda neste semestre.
Para o diretor de Processos Industriais da Petrobras, William França, o movimento é essencial para reduzir a exposição brasileira ao mercado externo.
“Ao retomar os investimentos nesse segmento, fortalecemos a integração com o agronegócio e contribuímos diretamente para a redução da dependência do país em relação à importação de fertilizantes.”
Viabilidade e Governança
A diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação, Renata Baruzzi, ressaltou que o ativo apresenta Valor Presente Líquido (VPL) positivo em todos os cenários analisados pela sistemática de governança da estatal. Segundo a executiva, o projeto é “tecnicamente robusto” e respeita o rigor da disciplina de capital da companhia.
A localização da UFN III é apontada como um diferencial competitivo, dada a proximidade com os principais polos consumidores do Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A produção será destinada prioritariamente aos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo.
