24/02/2011 - 1:39
O preços do petróleo caíram nesta quinta-feira em Nova York, em um mercado sob pressão que tenta descobrir se outros produtores podem compensar a queda da produção líbia.
No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação de “light sweet crude” negociado nos EUA) para entrega em abril fechou em 97,28 dólares, em baixa de 82 centavos em relação à quarta-feira.
A pressão foi reduzida no final da sessão em um mercado que tinha alcançado novos picos desde agosto de 2008. O barril chegou a ser cotado a 103,41 dólares no pregão, uma alta de 20% em relação ao fechamento de sexta-feira.
No IntercontinentalExchange de Londres, o barril do Brent do Mar do Norte para entrega em abril roçou os 120 dólares, antes de fechar com um ganho de de 11 centavos, a 111,36 dólares.
“A saída dos sauditas acalmou um pouco os nervos”, constatou Tom Bentz, do BNP Paribas.
Os investidores acompanham com inquietação as cifras da produção da Líbia, que enfrenta uma revolta sem precedentes, violentamente reprimida pelo regime.
O grupo italiano ENI, maior produtor estrangeiro no país, anunciou que sua produção de hidrocarbonetos tinha sido reduzida em mais de 50%, passando a 120.000 barris diários.
Mas os outros países produtores poderiam compensar as perdas de produção registradas na Líbia. Os investidores esperam particularmente a resposta da Arábia Saudita, principal produtor na Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep).
O Financial Times e o Wall Street Journal informaram nesta quinta-feira que o país está “em ativas conversas” com os refinadores europeus para compensar o fornecimento proveniente da Líbia.
Por sua parte, a Agência Internacional de Energia, que reúne os países ocidentais, indicou em um comunicado que se mantém pronta para “ativar imediatamente seu mecanismo de resposta coletiva, se necessário”.
A AIE dispõe de 1,6 bilhão de barris em suas reservas de emergência, equivalente a 145 dias de importações para os membros da agência, informou.
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