Os preços do petróleo caíram nesta quarta-feira em Nova York, depois da alta das reservas semanais nos Estados Unidos, enquanto subiram quase três dólares em Londres diante da intensificação dos conflitos na Líbia.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação de “light sweet crude” negociado nos EUA) para entrega em abril fechou em 104,38 dólares, em queda de 64 centavos em relação à terça-feira.

Em alta pela manhã, os preços passaram ao vermelho depois da publicação dos dados semanais das reservas de petróleo nos Estados Unidos. Essas cifras mostraram um aumento maior que o previsto (alta de 2,5 milhões de barris) das reservas de petróleo.

“Isso contribuiu para enfraquecer os preços do WTI”, afirmou Tom Bentz, do BNP Paribas.

Em Londres, o “Brent evoluía em reação aos eventos no Oriente Médio, e é mais sensível às perdas (de produção) originadas na Líbia”, que alimenta principalmente o mercado europeu, completou.

O barril de Brent do Mar do Norte também para entrega em abril ganhou 2,88 dólares, a 115,94 dólares.

As forças de Muamar Kadhafi bombardearam posições no leste da Líbia e enfrentam os rebeldes no oeste.

O mercado mantém sua atenção no porto petroleiro de Ras Lanuf, a leste de Trípoli, onde segundo a oposição, os ataques aéreos afetaram nesta quarta-feira várias instalações petroleiras.

Um jornalista da AFP observou chamas na refinaria As-Sidra, a cerca de 5 km a oeste de Ras Lanouf. Uma testemunha afirmou que um oleoduto tinha sido danificado.

“O Brent é o mais representativo da situação no Oriente Médio que o WTI”, comentou Rich Ilczyszyn, da corretora Lind-Waldock.

Por outro lado, o mercado terá dificuldades para cair antes de sexta-feira, dia de “ira” na Arábia Saudita, maior produtor da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), completou.

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