30/06/2016 - 8:43
Os futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, após os fortes ganhos da sessão anterior, mas se mantêm acima de US$ 49 por barril, diante da perspectiva de aperto na oferta da commodity.
Às 8h40 (de Brasília), o petróleo tipo Brent para setembro, que já é o mais líquido na IntercontinentalExchange (ICE), caía 1,21%, a US$ 50,70 por barril, enquanto o contrato para agosto, que vence hoje, recuava 1,07%, a US$ 50,07 por barril. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo para agosto tinha queda de 1,40%, a US$ 49,18 por barril.
Nos negócios de ontem, o WTI subiu quase 4%, sua maior valorização desde o início de abril, e o Brent avançou em torno de 4,2%, reagindo a uma queda maior do que se estimava nos estoques de petróleo bruto dos EUA, apontada na pesquisa semanal do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano.
Apesar do tom negativo do petróleo, que persiste desde a madrugada, há fatores que favorecem a commodity mais adiante, incluindo uma possível greve na Noruega. Até 7.500 trabalhadores da indústria petrolífera e de gás do país ameaçam iniciar uma paralisação no sábado, se não obtiverem um novo acordo salarial. Em maio, a produção norueguesa de petróleo representou um pouco mais de 2% do resultado global.
Em outras partes, a produção na Nigéria dá sinais de recuperação, em meio ao suposto avanço das negociações entre o governo e militantes que atuam na região do Delta do Rio Níger, mas no Iraque as exportações caíram cerca de 60 mil barris por dia em junho, a 3,14 milhões de barris diários, segundo a consultoria Global Risk Management, com sede em Copenhague.
Amanhã, os investidores vão acompanhar a pesquisa semanal da Baker Hughes sobre o número de plataformas em operação nos EUA, que vem mostrando tendência de queda há vários meses. Fonte: Dow Jones Newswires.