Os futuros de petróleo ensaiaram recuperação desde a madrugada, após caírem mais de 5% e atingirem os menores níveis desde 2009 na sessão anterior, mas acabaram revertendo o movimento ao longo da manhã, em meio a temores persistentes alimentados pelo excesso de oferta global da commodity.

O tombo de ontem foi influenciado ainda pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que em reunião, na última sexta-feira, indicou que vai continuar mantendo a produção elevada, apesar dos preços baixos.

Nos últimos meses, a Arábia Saudita e outros integrantes da Opep vêm produzindo volumes recordes de petróleo, numa tentativa de defender sua participação de mercado.

Os últimos dados sobre importações de petróleo da China, por sua vez, tiveram impacto limitado, uma vez que vieram em linha com as expectativas, segundo analistas. Em novembro, o gigante asiático importou 27,34 milhões de toneladas de petróleo, 7,6% mais que um ano antes.

No final do dia, os investidores vão acompanhar o relatório semanal do American Petroleum Institute (API, uma associação de refinarias) sobre os estoques de petróleo dos EUA. Amanhã, sai o levantamento oficial sobre os volumes estocados, do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano.

Às 10h44 (de Brasília), o Brent para janeiro caía 0,54%, a US$ 40,51 por barril, na plataforma eletrônica ICE, enquanto o petróleo para o mesmo mês negociado na Nymex recuava 1,04%, a US$ 37,26 por barril. Com informações da Dow Jones Newswires.