Os preços do petróleo estendem as perdas nesta quinta-feira, com os investidores no aguardo por dados oficiais de estoques da matéria-prima nos EUA, após o American Petroleum Institute (API, uma associação de refinarias) divulgar ontem estimativa de crescimento dos estoques nos EUA de 4,6 milhões de barris na semana passada.

Os dados oficiais do Departamento de Energia dos EUA (DoE) sobre os estoques na semana até 15 de janeiro serão divulgados hoje às 14h (de Brasília) e a previsão média de 11 analistas ouvidos pelo Wall Street Journal é um crescimento de 2,3 milhões nos estoques de petróleo bruto.

O excesso de oferta de petróleo tem golpeado o mercado há quase dois anos, o que tem levado os preços ladeira abaixo. Além disso, a notícia de que o primeiro navio de exportação de petróleo dos EUA chegou hoje na Europa também tem pesado sobre o mercado, que se encontra em meio a uma tempestade perfeita, diante de preocupações com a desaceleração da China – segundo maior consumidor do petróleo do mundo -, exportações da commodity do Irã e um inverno menos rigoroso nos EUA.

Essas preocupações cresceram nos últimos dias, com o informe de que o crescimento do PIB da China em 2015 ficou em 6,9%, o menor em 25 anos, e com o rebaixamento da previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a expansão da economia global em 2016 em 0,2 ponto porcentual, para 3,4%.

Às 10h15 (de Brasília), o barril Brent para março recuava 0,75%, a US$ 27,67 por barril, na ICE, enquanto o barril para o mesmo mês cedia 1,23%, a US$ 28,00 na Nymex. Na sessão de ontem em Nova York, os contratos de petróleo para fevereiro, que venceriam hoje depois do fechamento, tiveram sua maior queda porcentual desde setembro e fecharam no nível mais baixo desde maio de 2003.