02/12/2015 - 18:42
Os preços do petróleo tiveram uma queda forte nesta quarta-feira, 2, em reação ao informe de que os estoques dos EUA voltaram a crescer na semana passada. Em Nova York, o preço fechou abaixo dos US$ 40 por barril pela primeira vez desde 26 de agosto, quando o mercado reagia à maxidesvalorização do yuan na China. Na Europa, o preço do petróleo Brent fechou no nível mais baixo desde março de 2009.
No final da manhã, o Departamento de Energia dos EUA (DoE) informou que os estoques norte-americanos de petróleo bruto tiveram um crescimento de 1,177 milhão de barris na semana até 27 de novembro, para 489,424 milhões de barris. O crescimento dos estoques pela décima semana consecutiva surpreendeu o mercado, onde a expectativa era uma redução de 300 mil barris.
Os estoques de gasolina tiveram um crescimento de 135 mil barris, quando a expectativa era um crescimento de 1 milhão de barris; os estoques de destilados, que incluem diesel e óleo combustível para calefação, tiveram um crescimento de 3,051 milhões de barris, quando a previsão era um crescimento de 100 mil barris. A taxa de utilização da capacidade das refinarias cresceu para 94,5%, de 92,0% na semana anterior.
Os estoques de petróleo bruto no centro de distribuição de Cushing (Oklahoma) tiveram um crescimento de 428 mil barris. As importações norte-americanas de petróleo bruto tiveram um crescimento de 414 mil barris/dia, para 7,747 milhões de barris/dia. A produção de petróleo bruto dos EUA alcançou 9,202 milhões de barris/dia na semana passada, de 9,165 milhões de barris/dia na semana anterior e 9,083 milhões de barris/dia na mesma semana do ano passado.
Traders disseram que os dados sufocaram o otimismo que alguns participantes do mercado tinham de que a Opep poderá decidir por uma redução de sua produção, na reunião desta sexta-feira em Viena, para dar sustentação aos preços. Esse otimismo havia sido despertado ontem, quando o ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, disse que seu país “pensaria antes de decidir” qual decisão tomar na sexta-feira; declarações anteriores do ministro saudita haviam sido muito mais firmes ao defender a posição de não reduzir a produção. Hoje, o representante do Irã na Opep, Mehdi Asali, disse que a maioria dos países membros do cartel quer reduzir a produção, mas que a Arábia Saudita e outros produtores do Golfo Pérsico são contra por causa de “certas condições internacionais atuais”.
A queda dos preços acelerou à tarde, depois de a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, dar novas indicações de que a instituição começará a elevar as taxas de juro na reunião dos dias 15 e 16; isso tende a fortalecer o dólar e a reforçar a pressão baixista sobre os preços do petróleo e de outras commodities.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos de petróleo bruto para janeiro fecharam a US$ 39,94 por barril, em queda de US$ 1,91 (4,56%). Na Intercontinental Exchange (ICE), os contratos do petróleo Brent para janeiro fecharam a US$ 42,49 por barril, em queda de US$ 1,95 (4,39%). Fonte: Dow Jones Newswires