23/04/2014 - 17:50
Os preços do petróleo terminaram em leve queda em Nova York, nesta quarta-feira, enfraquecidos pelo anúncio de uma nova alta das reservas dos Estados Unidos – desta vez para um nível recorde.
O barril de “light sweet crude” (WTI) para entrega em junho cedeu 31 centavos, a US$ 101,44, no New York Mercantile Exchange (Nymex).
Em Londres, o barril de Brent do mar do Norte para entrega no mesmo vencimento encerrou em US$ 109,11 no Intercontinental Exchange (ICE), uma queda de 16 centavos em relação ao fechamento de terça.
As cotações oscilaram durante o dia, depois da publicação dos números das reservas nos Estados Unidos.
Essas reservas alcançaram um nível recorde, aumentando mais do que o previsto na semana passada, de acordo com os números do Departamento de Energia publicados nesta quarta-feira.
As reservas de cru aumentaram 3,5 milhões de barris (mb), a 397,7 milhões, durante a semana concluída em 18 de abril. Esse é o maior nível de reservas desde 1982, quando o Departamento de Energia começou a publicar dados semanais desse indicador e desde 1931 sobre a base de dados mensais.
Os especialistas interrogados pela agência Dow Jones Newswires esperavam um aumento menor, de 2,4 milhões de barris.
Essas reservas registraram uma alta de 14 milhões de barris na semana anterior, dentro do aumento contínuo da produção nos Estados Unidos e diante da proximidade do fim da temporada de manutenção das refinarias. Esse período é acompanhado, em geral, de uma queda da demanda de cru.
Já as reservas de produtos destilados (diesel e combustível para calefação) aumentaram em 600 mil barris, a 11,2 mb, enquanto os analistas esperavam uma queda de 300 mil barris.
Os estoques de gasolina recuaram em 300 mil barris, a 210,0 milhões, uma queda menor do que a de 1,4 mb esperada pelos especialistas.
O Brent acompanhou o WTI e terminou em baixa, apesar dos temores persistentes sobre a situação na Ucrânia e da reativação das exportações líbias de cru.
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