Os contratos futuros de petróleo apagaram as perdas do começo desta quarta-feira, 24, depois de o relatório semanal do Departamento de Energia (DoE) dos EUA mostrar que houve queda maior que a prevista nos estoques de derivados no país.

O estoque de petróleo bruto aumentou 3,5 milhões de barris na última semana, para 507,6 milhões de barris, um nível recorde. No entanto, o estoque de gasolina caiu 2,2 milhões de barris, mais que a queda de 300 mil barris prevista, e o de destilados diminuiu 1,6 milhão de barris, também mais que o declínio de 700 mil barris esperado. Além disso, a produção média diária dos EUA recuou de 9,135 milhões de barris para 9,102 milhões de barris.

Alguns analistas afirmaram que a recuperação do petróleo após os dados também pode ser explicada pelo fato de um aumento dos estoques no fim de fevereiro e início de março ser usual, já que as refinarias processam menos petróleo bruto e fazem manutenções sazonais. “Deve haver mais aumentos nas próximas semanas”, disse Tariq Zahir, gerente da Tyche Capital Advisors.

De todo modo, há quem destaque que os estoques globais de petróleo seguem altos e que o cenário de pressão sobre os preços do petróleo não mudou. O relatório do DoE “apenas continua mostrando mais do mesmo e essa é uma situação de mercado extremamente bem abastecido”, afirmou Donald Morton, vice-presidente sênior da Herbert J. Sims & Co.

Pela manhã o petróleo operou em queda, ainda afetado pelos comentários de ontem do influente ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, que disse que “não faz sentido perder tempo buscando cortes na produção”. Na semana passada a commodity havia sido sustentada por um acordo fechado entre Arábia Saudita, Rússia, Catar e Venezuela para congelarem a produção nos níveis de janeiro, desde que outros países façam o mesmo.

“Com a Arábia Saudita não disposta a cortar a produção e o Irã não disposto a congelar a produção, o mercado de petróleo deverá continuar no limbo no curto prazo”, comentou Carsten Menke, analista do Julius Baer, em nota a clientes.

O petróleo para abril subiu US$ 0,28 (0,87%) na Nymex, para US$ 32,15 por barril, e o Brent para o mesmo mês avançou US$ 1,14 (3,42%) na ICE, para US$ 34,41 por barril. Fonte: Dow Jones Newswires.