Os contratos futuros do petróleo subiram nesta quinta-feira, 8, e chegaram a tocar o patamar dos US$ 50,07 na Nymex pela primeira vez desde julho, com o enfraquecimento do dólar e o aumento das preocupações sobre a produção nos Estados Unidos. A intensificação da atividade militar da Rússia na Síria também impulsionou o valor da commodity.

Os preços subiram mais de 8,0% na última semana com as expectativas de queda na produção e a crescente demanda internacional impulsionando o mercado. A diminuição do valor da commodity no último ano levou os produtores a cortarem gastos com novas perfurações e os investidores estão observando de perto o encolhimento da produção norte-americana, como consequência.

No entanto, a escassez mundial de petróleo bruto manteve os ganhos limitados, e alguns analistas estão preocupados que os preços possam voltar a cair devido ao excesso da oferta.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos de petróleo bruto para novembro fecharam a US$ 49,43 por barril, em alta de US$ 1,62 (3,4%) – o patamar mais elevado desde 21 de julho. Na Intercontinental Exchange (ICE), os contratos do petróleo Brent para novembro fecharam a US$ 53,05 por barril, em alta de US$ 1,72 (3,4%).

Os preços ampliaram ganhos no fim da sessão, com o enfraquecimento do dólar decorrente da publicação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). A autoridade optou por não aumentar as taxas de juros em setembro por causa das preocupações com a inflação.

Com a moeda americana enfraquecida, a compra do petróleo se torna mais barata para investidores de outros países, já que a commodity é negociada em dólar.

Além disso, a Rússia intensificou suas operações militares na Síria contra os opositores do regime de Bashar al-Assad, e deu início ao seu primeiro bombardeio naval nesta quarta-feira, adicionando mais preocupações sobre o transporte da commodity na região. Fonte: Dow Jones Newswires.