Os preços do barril de petróleo, impulsionados pela queda da moeda americana, superaram os 84 dólares em Nova York pela primeira vez em cinco meses, apesar do aumento das reservas nos Estados Unidos, e fecharam em 85 dólares em Londres.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação de “light sweet crude” negociado nos EUA) para entrega em novembro fechou em 83,23 dólares, em alta de 41 centavos em relação a terça-feira. Na sessão, alcançou 84,09 dólares, seu nível mais alto desde 4 de maio. Nas últimas duas semanas, ganhou mais de 10 dólares.

No IntercontinentalExchange de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte com igual vencimento ganhou 22 centavos, a 85,06 dólares, depois de alcançar na sessão 85,88 dólares, seu nível mais alto desde 5 de maio.

Os estoques de petróleo subiram 3,1 milhões de barris na semana passada nos Estados Unidos, quando os analistas esperavam uma alta limitada de 300.000 barris. Dessa forma, aproximam-se dos picos registrados durante o verão no Hemisfério Norte, quando alcançaram seu nível mais alto em 20 anos.

“Penso que as pessoas não estavam muito surpresas”, comentou Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.

Pelo contrário, “os estoques de gasolina e produtos destilados caíram mais que o previsto”, explicou. “Os preços desses produtos aumentaram e impulsionaram os preços do petróleo para cima”.

As reservas de gasolina caíram 2,6 milhões de barris e as de produtos destilados (diesel e combustível para calegação), em 1,1 milhão de barris.

“A isso se agrega a fragilização do dólar, que incita as pessoas a comprarem matérias-primas: petróleo, ouro e prata”, afirmou Lipow.

A moeda americana caiu nesta quarta-feira a seu nível mais baixo desde fevereiro ante o euro, em 15 anos frente ao iene e a um nível historicamente baixo contra o franco suíço. Sua queda – espetacular desde meados de setembro – torna o petróleo mais atrativo para os compradores que contam com outras moedas.

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