Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão em forte alta nesta segunda-feira, 6, diante de sinais de que a demanda pela commodity está aquecida e de que a oferta de energia por parte do Irã demorará a chegar ao mercado.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo para maio fechou em alta de 6,10% (US$ 3,00), a US$ 52,14 por barril. Esse é o maior valor de fechamento desde 17 de fevereiro. Na IntercontinentalExchange (ICE), em Londres, o Brent para o mesmo mês avançou 5,77% (US$ 3,17), a 58,12 por barril.

Hoje, a consultoria Genscape informou que o abastecimento em Cushing – ponto de entrega física dos contratos negociados na Nymex – caiu cerca de 300 mil barris entre os dias 31 de março e 3 de abril, de acordo com um corretor. Com Cushing renovando níveis históricos nas semanas anteriores, esta é a primeira vez desde dezembro que a Genscape marca uma baixa nos estoques.

Do outro lado do planeta, a Arábia Saudita elevou o preço oficial de venda do petróleo para entrega em maio a compradores asiáticos, como resultado de margens robustas no refino da região e sólidos preços de referência em Dubai, informaram nesta segunda-feira operadores de Cingapura.

As notícias dos EUA e da Arábia Saudita foram entendidas por operadores e analistas como um sinal de que a demanda estaria se aquecendo em todo o planeta, o que é positivo para as cotações da commodity.

“O aumento foi de apenas US$ 0,30 por barril, mas é importante salientar que este é o segundo mês consecutivo que os sauditas elevaram os preços”, escreveu em uma nota o analista da Tradition Energy Bob Shiring.

As negociações do acordo nuclear com o Irã também impulsionaram os contratos. Na quinta-feira, o grupo de potências ocidentais construiu o rascunho de uma proposta com a República Islâmica. No entanto, o texto deixa bem claro que as sanções contra o país somente serão abrandadas após as medidas restritivas em relação ao uso do urânio serem implementadas, eliminando o temor de alguns investidores a respeito de um excesso de oferta de energia no mercado.

“Mesmo que um acordo final seja alcançado, não esperamos qualquer impacto no mercado físico antes de 2016”, escreveu, em um relatório, o chefe de pesquisa de petróleo no Morgan Stanley, Adam Longson.

A baixa do dólar em grande parte da sessão também forneceu um suporte para o petróleo, uma vez que o recuo da moeda norte-americana torna a commodity mais barata para os compradores e investidores estrangeiros. Fonte: Dow Jones Newswires.