Os preços do petróleo subiram nesta sexta-feira em Londres e Nova York, registrando um pequeno avanço – em relação às perdas registradas na quinta-feira – como parte do processo de estabilização da moeda americana e de greves na França que favorecem as exportações americanas.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do “light sweet crude” negociado nos EUA) para entrega em dezembro, fechou a 81,69 dólares, em alta de 1,13 dólar em relação à quinta-feira.

Na Intercontinental Exchange de Londres, o barril do Brent do mar do Norte para entrega em dezembro subiu 1,13 dólar, tendo sido negociado a 82,96 dólares.

Os preços aumentaram, apesar de “uma forte volatilidade durante a sessão”, afirmou Jason Schenker, da Prestige Economics, que acompanhou as flutuações do dólar nos mercados cambiais.

Essa volatilidade durante o dia seguiu uma semana de altos e baixos no mercado petroleiro: o barril de WTI teve uma sucessão de fortes altas e fortes baixas, terminando nesta sexta-feira 44 centavos a mais que no fechamento da semana passada.

Os preços do dólar, principal influência sobre o mercado petroleiro nas últimas semanas, estabilizaram-se nesta sexta-feira ante as expectativas dos investidores com relação ao comunicado final dos ministros das Finanças do G20, que agrupa os países ricos e emergentes, em meio à ameaça de “guerra cambial” que pesa sobre a economia mundial.

A volatilidade pode continuar na próxima semana, adiantou Schenker, não apenas devido ao dólar, mas também “em relação à publicação de importantes dados econômicos”, como a estimativa do crescimento da economia americana no terceiro trimestre.

Enquanto isso, “o mercado parece ter encontrado algum suporte nos 80 dólares”, observou Phil Flynn, da PFG Best Research.

Os investidores também estavam “preocupados com as greves francesas”, acrescentou o analista.

Continuavam bloqueadas as refinarias da França, assim como os terminais petroleiros de Havre e Marselha, provocando importantes perturbações no abastecimento de combustível.

Isso favorece as exportações de produtos petroleiros dos Estados Unidos.

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