Os preços do petróleo caíram pelo quarto dia consecutivo nesta terça-feira em Nova York, pressionados por um endurecimento da política monetária na China, em parte compensada por rumores sobre a situação no Egito, mas subiram em Londres

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do “light sweet crude” negociado nos EUA) para entrega em março fechou em 86,94 dólares, em baixa de 54 centasvos em relação à segunda-feira.

Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em março era negociado a 99,92 dólares no InterContinental Exchange (ICE), alta de 67 centavos.

“As notícias provenientes da China constituíram o acontecimento do dia” no mercado petroleiro, observou Matt Smith, da Summit Energy.

O banco central chinês anunciou que vai aumentar a taxa de juros para os depósitos e empréstimos a um ano em 0,25% percentuais, para elevá-las a 3 e 6,06%, respectivamente, como parte dos esforços das autoridades de Pequim para frear a inflação ante o temor de revoltas sociais.

“A economia (do país) volta a se aquecer”, estimou Tom Bentz, da BNP Paribas.

A China é o segundo maior consumidor mundial de petróleo, e consequentemente tudo o que é feito pelos seus líderes para desacelerar a economia terá um efeito sobre a demanda.

“O temor é que as autoridades chinesas aumentem muito as taxas e que isso desacelere o crescimento mais do que tinham previsto”, explicou, por sua vez, Matt Smith.

No entanto, a notícia não teve efeito nas bolsas, que evoluíam à alta até o fim da sessão em Nova York, nem sobre o mercado cambial, acrescentou o analista, o que permitiu que os preços do petróleo recuperassem parte do que foi perdido.

Inclusive passaram brevemente ao verde em Nova York, “em parte por causa dos rumores sobre o canal de Suez”, onde os funcionários iniciaram um protesto, disse Smith.

O Egito não é um importante produtor de petróleo, mas controla o canal de Suez, por onde transita mais de um milhão de barris de petróleo diários, constituindo uma das principais vias de transporte de petróleo entre o Oriente Médio e Europa.

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