Os contratos futuros de petróleo caíram para novas mínimas em vários meses, depois de o relatório do Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos mostrar aumento na produção do país. O discurso do presidente norte-americano, Barack Obama, pedindo apoio dos parlamentares para o acordo nuclear do Irã também pesou sobre os preços.

O contrato negociado na Nymex caiu US$ 0,59 (1,29%) e fechou a US$ 45,15 por barril, o fechamento mais baixo desde 19 de março, depois de operar abaixo de US$ 45 por barril. Na ICE, o Brent para setembro recuou US$ 0,40 (0,80%), para US$ 49,59 por barril.

Nas últimas semanas os preços do petróleo vêm caindo em razão de preocupações com a alta produção dos EUA e de outros países, como Arábia Saudita e Iraque, o que pode manter o mercado com excesso de oferta. Além disso, o acordo nuclear do Irã pode suspender as sanções contra as exportações do país, levando o petróleo iraniano a entrar no mercado.

De acordo com o relatório do DoE, a produção média diária de petróleo dos EUA subiu a 9,465 milhões de barris na semana passada, de 9,413 milhões de barris na semana anterior. Além disso, o estoque de gasolina aumentou 811 mil barris, contra a previsão de queda de 600 mil barris. Esses dados acabaram ofuscando a queda de 4,407 milhões de barris nos estoques de petróleo bruto, maior do que a de 1,5 milhão de barris esperada.

“A situação de grande superávit na oferta foi mantida intacta”, comentaram analistas da empresa de consultoria no setor de energia Ritterbusch & Associates em nota a clientes. “Estamos vendo a queda maior que a esperada nos estoques de petróleo como secundária, tendo em vista que o grande superávit na oferta de petróleo bruto está se transformando em excesso de produtos refinados”, afirmaram.

Em outro fato relevante para o petróleo nesta quarta-feira, 05, Obama fez um discurso no qual pediu apoio para o acordo com o Irã, que está sendo analisado pelos parlamentares dos EUA. Segundo Obama, o acordo se baseia na tradição norte-americana de ser “forte, íntegro e diplomático” com os adversários, incluindo a antiga União Soviética. Obama alertou que se o Congresso dos EUA barrar o acordo, irá colocar o país no caminho para outra guerra no Oriente Médio. Fonte: Dow Jones Newswires.