03/06/2015 - 16:52
Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quarta-feira, 3, com os operadores reagindo ao fato de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que se reúne nesta semana, manterá suas metas de produção inalteradas, diante dos estoques amplos de petróleo dos Estados Unidos e das preocupações de que o Irã esteja perto de impulsionar sua produção.
Dados do governo dos Estados Unidos, por sua vez, mostraram o quinto recuo semanal nos estoques de petróleo, mas os níveis de produção não recuaram, apesar das quedas semanais no número de poços e plataformas dos EUA de fato extraindo petróleo.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo para entrega em julho fechou em queda de US$ 1,62 (2,64%), a US$ 59,64 o barril. Em Londres, o petróleo Brent para julho caiu US$ 1,69 (2,58%), fechando em US$ 63,80 o barril na plataforma ICE.
Nas últimas cinco semanas, os estoques de petróleo dos EUA recuaram em quase 14 milhões de barris, mas estão ainda perto de seus níveis mais altos para esta época do ano em pelo menos 80 anos.
O analista John Macaluso, da Tyche Capital Advisors, afirmou que, como a Opep não deve fazer cortes em sua produção, o prazo do fim do mês para um acordo nuclear com o Irã, um membro da Opep, pode ser um fator que irá mexer com o mercado. Um acordo final com as seis potências sobre o programa nuclear iraniano pode sair até o fim do mês. Caso se confirme, isso significaria a redução das sanções contra Teerã – os iranianos já disseram que estariam prontos para impulsionar significativamente sua produção, diante disso.
O presidente da Infrastructure Capital Advisors, Jay Hatfield, disse que a recusa da Arábia Saudita na reunião de novembro da Opep em cortar a produção reflete a realidade econômica de que a fatia de mercado do cartel recuou recentemente para abaixo de 40%. Segundo ele, a Opep corria o risco de perder mais mercado, ante do crescimento robusto na produção dos EUA.
Mais cedo nesta quarta-feira, dados dos EUA mostraram uma queda de 1,948 milhão de barris nos estoques de petróleo do país, na semana encerrada em 29 de maio – a previsão dos analistas era de recuo de 1,6 milhão de barris. Os estoques de gasolina recuaram em 300 mil barris, enquanto os de destilados avançaram em 3,8 milhões de barris. Fonte: Dow Jones Newswires.