Os preços do petróleo recuaram nesta sexta-feira, 26, à medida que as preocupações dos traders com os excedentes da commodity no curto prazo ofuscavam os relatos de possíveis cortes na produção.

O petróleo WTI para abril recuou US$ 0,29 (0,87%) na Nymex, para US$ 32,78 por barril – após atingir o maior patamar em um mês durante a sessão -, e o Brent para o mesmo mês caiu US$ 0,19 (0,53%) na ICE, para US$ 35,10 por barril. Ambos os contratos fecharam am alta na semana: a referência dos EUA avançou 3,2% e o Brent subiu 6,3%.

Um grande excedente de petróleo bruto – em decorrência da intensa produção nos EUA, Arábia Saudita, Rússia e outras regiões – manteve os preços da commodity flutuando ao redor das mínimas em 12 meses, recentemente.

Apesar dos preços em queda nos últimos 18 meses, a produção norte-americana recuou lentamente, à medida que companhias cortavam os gastos e melhoraram a eficácia dos processos de extração. Parte do declínio do petróleo de xisto foi ofuscada pela produção offshore no golfo do México.

Mas um número de grandes produtores dos EUA disseram que esperam que sua produção de petróleo em 2016 seja menor que no ano passado.

Espera-se que a produção de petróleo dos EUA recue 1,1% neste ano e cresça 1,7% em 2017, de acordo com uma análise da Cantor Fitzgerald & Co., de 53 produtores. “No entanto, como estamos todos aprendendo, é difícil desacelerar um navio tão grande quanto o xisto norte-americano”, disse o banco de investimento.

Os preços subiram na quinta-feira com os relatos de que grandes produtores de petróleo se reuniriam para discutir um acordo sobre a produção.

O ministro do Petróleo da Venezuela, Eulogio Del Pino, disse ontem que quatro países produtores, incluindo o seu, a Rússia, a Arábia Saudita e o Catar, iriam se reunir em meados de março para discutir esforços para o corte na produção.

Os preços do petróleo estiveram voláteis nas últimas duas semanas, com os investidores avaliando as perspectiva de um acordo entre os produtores.

No entanto, o Irã pretende aumentar a produção até que os níveis voltem aos patamares pré-sanções, de cerca de 4 milhões de barris por dia, enquanto a Arábia Saudita afirma que um corte definitivo da produção está fora de questão.

Um acordo para congelar a produção – que se encontra em níveis muito altos – “não resultarão no reequilíbrio do mercado tão cedo”, disse Dominick Chirichella, analista do Energy Management Institute, em nota. Fonte: Dow Jones Newswires