Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira, 14, em meio a preocupações sobre os excedentes globais da oferta da matéria-prima e ao ceticismo sobre a capacidade de grandes produtores em coordenar um corte na produção, como combinado no mês passado. Além disso, o dólar forte ajudou a pressionar o mercado.

O petróleo WTI para novembro fechou em queda de US$ 0,09 (0,17%), a US$ 50,35 por barril, na Nymex. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para dezembro caiu US$ 0,08 (0,15%), encerrando a US$ 51,95 por barril.

Apesar da queda de hoje, os preços do óleo subiram 1,08% nesta semana na Nymex, e avançaram 0,03% no mesmo período na ICE, na quarta semana consecutiva de ganhos.

Mas os participantes do mercado dizem que o petróleo não será capaz de manter o impulso que o levou para uma máxima de um ano, no começo desta semana.

“Precisamos de outros fatores otimistas para conseguirmos um movimento sustentado a partir de agora”, disse Tariq Zahir, da Tyche Capital Advisors. “Os mercados estão me dizendo que temos mais estoques que o necessário lá fora”.

O número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos Estados Unidos subiu 4, para 432 na última semana, segundo a Baker Hughes. A empresa que presta serviços no setor mostrou, com isso, que esse indicador de atividade avançou pela sétima semana consecutiva no país. Além disso, o dólar mais forte tornou os contratos de petróleo mais caros para investidores de outros países.

Além dos EUA, analistas e traders estão observando atentamente a disposição da Rússia para participar no corte de produção proposto pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A produção russa disparou para o maior nível pós-União Soviética para mais de 11 milhões de barris por dia.

É esperado que a Opep se reúna novamente em novembro para discutir os detalhes do corte de produção. O objetivo é limitar a produção total para 33 milhões de barris por dia. A atual produção é de 33,39 milhões de barris diários. Fonte: Dow Jones Newswires.