O petróleo fechou sem direção única nesta quarta-feira, 15, em sessão marcada por volatilidade e após tombar na véspera. Permanecem dúvidas sobre um possível prolongamento do cessar-fogo no Oriente Médio, enquanto investidores ponderam queda do estoque da commodity nos Estados Unidos.

O petróleo WTI para maio negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 0,01% (US$ 0,01), a US$ 91,29 o barril.

Já o Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 0,15% (US$ 0,14), a US$ 94,93 o barril.

Os preços do petróleo oscilaram perto da estabilidade durante boa parte do dia, conforme novidades sobre o conflito no Oriente Médio circulavam entre os traders. Sinalizações distintas vindas dos Estados Unidos dificultaram movimentos mais intensos. As negociações diplomáticas aparentam avançar, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, afirma não pensar em entender a trégua e já envia mais militares para a região. A possibilidade de um segundo acordo de cessar-fogo, dessa vez entre Israel e Líbano, foi descartada hoje pelos israelenses, que confirmaram que vão manter os ataques.

Durante a tarde, a secretária de Imprensa estadunidense, Karoline Leavitt, confirmou que o país não solicitou a extensão do cessar-fogo, mas afirmou que as negociações estão sendo produtivas. Já o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que os EUA podem aplicar sanções aos países importadores do petróleo iraniano e pontuou que os preços do commodity devem cair em breve, ecoando comentários de Trump mais cedo.

Para o Forex.com, o mercados parecem estar “inclinados para um desfecho construtivo”, mas ainda é prematuro “precificar uma resolução tranquila”. Enquanto isso, o XS.com aponta que os investidores abandonaram um estágio de pânico com interrupções na oferta.

Em meio a preocupações sobre a escassez do petróleo com o cenário geopolítico, os estoques da commodity dos Estados Unidos tiveram queda inesperada de 913 milhões de barris na semana encerrada em 10 de abril, segundo dados do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) do país.

*Com informações de Dow Jones Newswires