Os preços do barril de petróleo alcançaram seus níveis mais altos em mais de dois anos nesta segunda-feira em Londres e Nova York, antes de fechar em alta de alguns centavos, impulsionados pelo otimismo dos operadores sobre a futura demanda de energia.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do “light sweet crude” negociado nos EUA), para entrega em fevereiro, terminou em 91,55 dólares, em aumento de 17 centavos em relação à sexta-feira.

Em seu pico mais alto da sessão, alcançou 92,58 centavos, um preço que não registrava desde 7 de outubro de 2008.

Em Londres, o barril do Brent do mar do Norte com o mesmo vencimento ganhou 9 centavos, a 94,84 dólares, após alcançar 96,17 dólares, seu teto desde 2 de outubro de 2008.

“É o início do trimestre, há uma espécie de aumento dos fluxos financeiros em direção às matérias-primas”, observou Antoine Halff, da Newedge Group.

“O mercado conserva o otimismo mostrado no fim do ano passado”, acrescentou. “Os indicadores econômicos, sem ser extraordinariamente positivos, continuam sendo alentadores e o apetite dos investidores se confirma no que se refere às matérias-primas e à energia”, em particular.

O petróleo manteve a tendência marcada pelas bolsas, que iniciaram o ano com fortes lucros. Também se beneficiou com indicadores econômicos positivos nos Estados Unidos, maior consumidor do petróleo: índice ISM industrial em seu nível mais alto desde maio (mas menor que o esperado pelos economistas), e gastos de construção em alta maiores que o previsto.

Na zona do euro, o índice PMI industrial subiu mais que o esperado.

“Um aumento dos preços em direção à barreira psicológica muito importante dos 100 dólares é provável nos próximos dias”, preveem analistas do Commerzbank.

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