Os preços do petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira em Londres e Nova York, ante sinais de que a economia chinesa mantém um forte crescimento, sem que as autoridades tomem medidas adicionais para desacelerá-la.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do “light sweet crude” negociado nos EUA) para entrega em janeiro terminou em 88,61 dólares, em alta de 82 centavos em relação a sexta-feira.

Em Londres, o barril de Brent do mar do Norte com o mesmo vencimento subiu 71 centavos, a 91,19 dólares.

Na China, segundo consumidor mundial de petróleo e motor do consumo mundial nos últimos anos, a inflação alcançou 5,1% em novembro, superando as previsões dos analistas e em seu nível mais alto desde julho de 2008.

“As autoridades chinesas ainda não tomaram medidas para desacelerar a economia após os números do fim de semana”, observou John Kilduff, da Again Capital.

“É uma forma de funcionar típica dos chineses, levarão seu tempo e refletirão sobre a forma de desacelerar o crescimento”, acrescentou. “Enquanto medidas não forem tomadas, continuaremos em um estado de forte demanda”.

Muitos analistas especulavam sobre uma alta das taxas de juros por parte do banco central chinês, para reduzir a inflação e evitar um reaquecimento da atividade.

“Se (Pequim) tivesse feito isso, iria desacelerar o crescimento econômico e afetar a demanda de petróleo”, disse Andy Lipow, de Lipow Oil Associates. “Como isso não aconteceu, as pessoas apostam em um mercado petroleiro orientado à alta, porque a demanda continua crescendo”.

Do lado da oferta, a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) decidiu no sábado em Quito manter suas quotas de produção sem mudanças, nos níveis de janeiro de 2009. Os membros do organismo expressaram sua inquietação com a incerteza econômica que pode afetar em 2011 a demanda mundial de petróleo.

Esta decisão foi amplamente antecipada por especialistas do mercado petroleiro.

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