Os contratos futuros de petróleo avançam na manhã desta quarta-feira, diante da perspectiva de um corte na oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Além disso, colabora o relatório semanal do American Petroleum Institute (API, uma associação de refinarias), que estimou um recuo nos estoques dos Estados Unidos na última semana apoia os preços, antes da divulgação do dado oficial mais tarde.

Às 8h42 (de Brasília), o petróleo WTI para dezembro, contrato mais líquido, subia 1,30%, a US$ 51,28 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro avançava 1,28%, a US$ 52,34 o barril, na ICE.

Analista do Commerzbank, Eugen Weinberg diz que há um viés positivo no mercado, no momento em que os investidores buscam saber o impacto potencial do acordo que a Opep pode fechar em novembro para reduzir a oferta. O próprio Weinberg, porém, disse que considera “não realista” a expectativa em torno da iniciativa.

Os preços do petróleo têm estado pressionados há mais de dois anos, em um quadro de excesso de oferta e demanda mais modesta. Desde o anúncio do acordo preliminar da Opep em fim de setembro, porém, os contratos subiram cerca de 8% com a promessa de que o cartel pode cortar até 700 mil barris por dia de sua produção. Boa parte do mercado, ainda assim, mostra-se cética sobre se isso de fato ocorrerá e qual o impacto prático da medida. Mesmo se cotas individuais forem definidas, não está claro se todos cumprirão o combinado.

Além disso, Irã, Líbia e Nigéria estão excluídos da iniciativa. Com isso, analistas dizem que altas modestas nas produções do trio contrabalançariam as reduções dos demais membros da Opep, o que poderia até deixar a produção do grupo com tendência de alta.

O petróleo é beneficiado pelos dados da API, que na noite de ontem mostraram queda de 3,8 milhões de barris nos estoques de petróleo dos EUA na semana passada. Já os de gasolina subiram 900 mil barris, segundo a associação. Às 12h30 (de Brasília), será divulgado o dado oficial de estoques na última semana do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). A previsão dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal é de alta de 2 milhões de barris nos estoques de petróleo, queda de 1 milhão de barris nos de gasolina e recuo de 1,7 milhão de barris nos de destilados. Fonte: Dow Jones Newswires.