30/07/2015 - 7:51
Os contratos futuros do petróleo avançavam nesta quinta-feira, após o dado semanal de estoques nos Estados Unidos mostrar uma inesperada queda, gerando a expectativa de que o excesso de oferta possa estar começando a ser revertido no mercado.
Por volta das 7h45 (de Brasília), o petróleo para setembro subia 0,94%, a US$ 49,25 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto o petróleo Brent para setembro avançava 1,69%, a US$ 54,28 o barril na plataforma ICE, em Londres.
Os preços vêm recuando fortemente em julho, com a produção persistentemente alta nos EUA, junto com uma produção recorde de outros importantes fornecedores, como a Arábia Saudita. Há ainda o temor de que a demanda desacelere mais, por causa de dias de fortes quedas nas ações na China.
Na quarta-feira, o Departamento de Energia dos EUA informou que os estoques de petróleo recuaram em 4,2 milhões de barris na semana passada, contrariando as expectativas dos analistas de estabilidade. A produção de petróleo dos EUA também caiu 145 mil barris ao dia, para 9,4 milhões de barris diários – a queda semanal foi a maior desde outubro de 2013.
“As indicações iniciais sugerem que a produção será menor [no segundo semestre], baseando-se nos balanços publicados até agora, mas o cronograma preciso para a queda segue como algo incerto”, disseram analistas da consultoria Energy Aspects. Segundo eles, é preciso ainda cautela diante dos dados semanais, já que os produtores têm se mantido resistentes mesmo diante de preços mais baixos e também do fato de que os produtores mais pobres mantêm sua produção, a fim de garantir exigências para empréstimos em outubro.
O sentimento do investidor sobre o petróleo, porém, continua sendo de pressão de baixa. “A produção de petróleo global continua a surpreender, com pouco sinal de declínio”, disse Robert Haworth, estrategista de investimento do U.S. Bank Wealth Management. Segundo Haworth, dados econômicos mais modestos na Europa e na China podem indicar um crescimento fraco na demanda nos próximos dois meses. “Os preços devem continuar fracos, até que a produção global desacelere ou a demanda acelere”, disse ele. Fonte: Dow Jones Newswires.