Os contratos futuros de petróleo operam em queda nesta sexta-feira, antes da divulgação de um relatório sobre a atividade de perfuração nos Estados Unidos. Hoje mais tarde, a firma Baker Hughes publicará os números de plataformas em operação em território norte-americano, o que tem sido acompanhado de perto por investidores em busca de sinais sobre o excesso de oferta da commodity. Desde outubro, o total de projetos recuou mais de 40%.

Há uma expectativa que o relatório mostre mais uma queda, apesar de o ritmo de baixa ter desacelerado nas últimas semanas. Os analistas alertam que a redução no número de plataformas em operação não se traduz imediatamente em queda na produção dos EUA, que atualmente está em forte alta.

“O petróleo está de volta na ‘unidade de terapia intensiva’ e o prognóstico não é bom no curto prazo e talvez não [seja bom] no médio e longo prazo também”, disse David Hufton da corretora PVM em nota a clientes. “A atividade de perfuração nos EUA caiu drasticamente, mas o impacto na produção real até agora tem sido pequena”.

A razão para a resiliência da produção de xisto é que os custos de perfuração estão caindo e a produtividade está aumentando, escreveu Hufton.

Enquanto isso, a contínua negociação entre EUA e Irã na Suíça sobre o programa nuclear de Teerã está enfrentando obstáculos sobre a possível suspensão das sanções internacionais contra o país do Oriente Médio, de acordo com autoridades. Um acordo poderia pavimentar o caminho para o aumento das exportações de petróleo iranianas e pressionaria os preços que já sofrem com excesso de oferta mundial.

“Um acordo nuclear iraniano vai lançar barris adicionais no mercado, mesmo se as sanções não forem oficialmente suspensas por vários meses”, disse Hufton, da PVM.

Às 7h45 (de Brasília), o petróleo para abril negociado na Nymex tinha queda de 0,50%, a US$ 43,74 por barril, enquanto o Brent para maio recuava 0,77%, a US$ 54,01 por barril, na plataforma eletrônica ICE. Fonte: Dow Jones Newswires.