Os contratos futuros de petróleo operam em queda na manhã desta segunda-feira, diante da volta das preocupações com o excesso de oferta no mercado da commodity. Algumas notícias que vinham apoiando os preços nos últimos dias podem perder força nesta nova semana, o que pressiona as cotações.

Às 9h20 (de Brasília), o petróleo Brent para julho caía 1,19%, a US$ 48,14 o barril, na ICE, em Londres, enquanto o WTI para julho tinha queda de 1,34%, a US$ 47,76 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Na semana passada, problemas na oferta na América do Norte e na África ajudaram a levar o petróleo para a máxima neste ano, em quase US$ 50 o barril. Nos últimos dias, porém, houve sinais de que parte da produção retorna ao normal, o que reduz a expectativa de que o desequilíbrio entre oferta e demanda acabará rápido.

“Há um risco de baixa diante do eventual retorno da oferta do Canadá e do possível retorno da oferta líbia”, afirmou Bjarne Schieldrop, analista de commodities da SEB Markets. Na sexta-feira, autoridades canadenses retiraram uma ordem de retirada que vigorava para alguns locais de produção, por causa de um incêndio na província de Alberta, onde é produzido petróleo a partir de areias betuminosas. Com isso, a Suncor Energy e sua subsidiária Syncrude puderam reabrir dois grandes complexos de produção em areias betuminosas que estavam fechados havia duas semanas. Apenas o fechamento desses locais havia reduzido a produção de petróleo canadense em cerca de 1 milhão de barris por dia.

Analistas também comentam o potencial de aumento da oferta da Líbia. A estatal National Oil afirmou na sexta-feira que uma carga com 600 mil barris de petróleo partiu de um porto no leste do país. As exportações da commodity da Líbia são apoiadas pela Organização das Nações Unidas, em meio a disputas entre dois governos que reivindicam a autoridade sobre o território líbio.

Além disso, o Irã afirmou que não tem planos de congelar sua produção de petróleo antes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), prevista para 2 de junho. O vice-ministro do Petróleo iraniano, Rokneddin Javadi, disse que as exportações do país devem aumentar 100 mil barris por dia em meados do ano.

Na sexta-feira, os EUA registraram o primeiro aumento no número de poços e plataformas em atividade em 17 semanas. Analistas disseram que os preços mais altos do petróleo podem levar produtores a voltar ao mercado.

Na Ásia, a China confirmou que as importações de petróleo bruto do país aumentaram 7,6% em abril, na comparação com igual mês do ano passado, segundo dados finais, que confirmaram as preliminares. Fonte: Dow Jones Newswires.