14/11/2016 - 9:44
Os contratos futuros de petróleo operam em queda nesta segunda-feira, em um quadro de temor com o equilíbrio entre a oferta e a demanda. Além disso, o dólar opera em alta nesta manhã, o que torna a commodity, cotada nesta moeda, mais cara para os detentores de outras divisas e reduz o apetite dos investidores.
Às 9h41 (de Brasília), o petróleo WTI para dezembro caía 1,47%, a US$ 42,77 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para janeiro recuava 1,16%, a US$ 44,23 o barril, na ICE
Na avaliação do banco alemão Commerzbank, boa parte da fraqueza do petróleo é responsabilidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A maioria dos analistas mostra bastante ceticismo de que a Opep possa cumprir o acordo preliminar para reduzir a produção para entre 32,5 milhões e 33 milhões de barris por dia, como proposto no fim de setembro.
Em nota, analistas do Commerzbank disseram que muitos membros da Opep temem os cortes e têm produzido perto do limite máximo de capacidade. Como resultado, o cartel produziu 33,64 milhões de barris por dia em outubro. Isso levou a um excesso de oferta de 950 mil barris por dia e significa que a Opep teria de reduzir sua produção mais que o antecipado na reunião do dia 30 em Viena.
Outros observadores do mercado acreditam que a Opep deveria abandonar o compromisso de cortar a produção quando se tornar mais aparente que os cortes propostos são quase impossíveis de se impor e garantir o cumprimento.
Analista de commodities do banco sueco SEB, Bjarne Schieldrop diz que Líbia e Nigéria estão a caminho de levar mais petróleo ao mercado, por isso faria mais sentido adiar qualquer corte e rever o quadro em 2017. “Na nossa visão, é provavelmente uma melhor estratégia para a Opep deixar a produção aumentar para seu nível natural [de entre 35,5 e 36 milhões de barris por dia] e deixar o preço do petróleo seguir fraco por um tempo”, diz o analista. Segundo ele, isso evitaria que a produção de xisto dos EUA tenha uma retomada em breve.
A estratégia de defesa do mercado da Opep certamente funciona na China, onde são realizadas grandes importações para compensar o recuo nos campos domésticos. Em outubro, a China teve a produção mais baixa de petróleo desde maio de 2009, de 2,78 milhões de barris, segundo números oficiais. Fonte: Dow Jones Newswires.