Os futuros de petróleo operam com volatilidade, alternando pequenos ganhos e perdas, em meio ao clima de nervosismo que antecede a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Na sexta-feira (04), a Opep se reúne para revisar a meta de seu teto de produção, que hoje é de 30 milhões de barris por dia.

Analistas preveem que o petróleo continuará tendo dificuldade de encontrar uma direção única até o fim da semana, mas não há expectativa de que a Opep mude significativamente a estratégia de manter a produção elevada para garantir sua participação de mercado, apesar da tendência de queda dos preços da commodity.

O UBS prevê que a Opep deverá ampliar levemente sua meta, para 31 milhões de barris por dia, para acomodar a produção da Indonésia, que está voltando para o cartel.

Para Matt Parry, analista da Agência Internacional de Energia (AIE), seria uma “loucura” a Opep recuar agora. Segundo ele, o principal erro do grupo foi superestimar o custo marginal da produção de petróleo leve dos EUA. Por esse motivo, diz Parry, os preços do petróleo caíram para o intervalo de US$ 40 a US$ 45 por barril, referindo-se à indústria norte-americana de óleo de xisto.

“Todo mundo falava de um custo marginal de US$ 70 s US$ 80 e eles estavam errados”, comentou o analista.

Enquanto isso, números da indústria chinesa mostraram que o setor se mantém em contração, embora tenham dado sinais de estabilidade. A China é o segundo maior consumidor mundial de petróleo, depois dos EUA.

Às 11h12 (de Brasília), o Brent para janeiro caía 0,40%, a US$ 44,43 por barril, na plataforma eletrônica ICE, enquanto o petróleo para o mesmo mês negociado na Nymex recuava 0,17%, a US$ 41,58. Com informações da Dow Jones Newswires.