Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira em Nova York e Londres, sob os efeitos dos ataques aéreos da coalizão internacional na Líbia, que impulsionam a ideia de uma crise prolongada no país.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação de “light sweet crude” negociado nos EUA) para entrega em abril fechou em 102,33 dólares, em alta de 1,26 dólares em relação a sexta-feira.

No Intercontinental Exchange de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em maio ganhou 1,03 dólar, a 114,96 dólares.

“Até certo ponto, o mercado antecipava que a oferta se veria reduzida durante algum tempo, mas a intervenção da ONU e das forças ocidentais fez os preços subirem, porque (os operadores) pensam que o conflito na Líbia será mais longo do que se pensava”, comentou Matt Smith, da Summit Energy.

“Teme-se que isso complique mais as coisas. Antes se pensava que isso aceleraria uma solução, mas a reação do mercado é que a intervenção da ONU não fez nada a não ser agregar incerteza”, completou.

Os preços tinham terminado em queda na sexta-feira, já que os investidores agarravam-se na esperança de um cessar-fogo anunciado pelo governo líbio.

Mas a coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos, França e Grã-Bretanha, entrou em ação no sábado, bombardeando alvos militares.

Os bombardeios tentavam nesta segunda-feira cortar as linhas de fornecimento das forças de Muamar Kadhafi. No leste do país, região rica em petróleo, jornalistas da AFP viram dezenas de tanques destruídos nos ataques aéreos.

“Outros países árabes também são cenário de confrontos e alguns membros da Liga Árabe devem estar se questionando se eles serão os próximos” alvos, observou por sua vez Phil Flynn, da PFG Best.

No Iêmen, dezenas de oficiais anunciaram sua adesão à oposição ao presidente Ali Abdullah Sale e nesta segunda-feira podiam ser observados tanques mobilizados em locais estratégicos da capital, Sanaa.

Na Síria, milhares de pessoas protestaram nesta segunda-feira no sul do país, depois de um manifestante ter sido morto no domingo.

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