Os contratos futuros de petróleo recuam nesta quarta-feira, com os investidores retornando à premissa básica de que a produção de petróleo no mundo está alta e o consumo está baixo. Do lado da oferta, os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) têm produzido cada vez mais para aumentar sua participação no mercado. No entanto, no lado da demanda, o crescimento global permanece lento, com preocupação principalmente na China e na Europa.

Às 9h19 (de Brasília), os contratos de petróleo bruto para agosto caíam 0,81%, para US$ 52,61 por barril. Na ICE, os contratos do petróleo Brent para agosto recuavam 1,13%, a US$ 57,85 por barril.

Ontem, a informação de que os estoques norte-americanos de petróleo bruto tiveram redução 7,3 milhões de barris na semana passada contribuiu para os preços encerrarem em alta. Hoje, as perdas podem ser reduzidas ou até anuladas caso o Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) confirme a diminuição. O dado será divulgado às 11h30. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires esperam que os estoques semanais de petróleo bruto tenham cedido 900 mil barris.

“Se confirmar uma queda nos estoques dos EUA nesta quarta-feira poderá fornecer um apoio temporário aos preços do petróleo, mas sejamos claros: o acordo nuclear iraniano vai aprofundar o atual excesso de oferta global, talvez não imediatamente, mas no médio prazo”, disseram os analistas Tamas Varga e Stephen Brennock, da PVM Oil Associates.

Enquanto isso, os analistas têm procurado saber quando o petróleo iraniano vai começar a influenciar o mercado e se a OPEP vai tomar qualquer medida para reduzir a produção e sustentar os preços.

“É provável que vejamos petróleo iraniano adicional até o primeiro trimestre de 2016 e em quantidades provavelmente bem abaixo do 1 milhão de barris por dia, valor apontado pelo ministro da Energia iraniano. É mais provável que fique entre 200 mil e 300 mil barris por dia inicialmente e podendo duplicar esse nível até o final do ano”, disseram analistas do Citi.

Para os analistas do Commerzbank, o petróleo adicional não vai chegar ao mercado mundial até o primeiro semestre de 2016. “Isso dá a Opep vários meses para estudar a forma de evitar um novo aumento da oferta. A decisão pode ser tomada na próxima reunião ordinária da OPEP, em 04 de dezembro”, apontaram eles. Fonte: Dow Jones Newswires.