07/04/2015 - 16:58
Os preços do petróleo chegaram ao fim desta terça-feira, 7, em alta, revertendo as baixas da manhã. Os preços abriram em queda, acompanhando a alta do dólar diante das principais moedas, mas os traders passaram a focalizar os dados dos estoques norte-americanos na semana passada, que saem nesta quarta-feira. Ontem, a Genscape havia divulgado a estimativa de que os estoques de petróleo bruto no centro de distribuição de Cushing (Oklahoma) tiveram uma redução de 300 mil barris na semana passada.
O mercado também reagiu ao relatório do Departamento de Energia dos EUA (DoE), segundo o qual a produção norte-americana de petróleo bruto deverá cair no período entre junho e setembro, por causa dos preços baixos. Segundo o DoE, a produção de petróleo dos EUA ficou em 9,33 milhões de barris por dia em março, a maior desde 1973. A expectativa é que um pico de 9,37 milhões de barris por dia seja alcançado em maio, com previsão de redução para 9,04 milhões de barris por dia em setembro. O órgão prevê que os EUA vão produzir 9,23 milhões de barris por dia neste ano e 9,31 milhões de barris por dia em 2015; as previsões anteriores, de fevereiro, eram de 9,35 milhões de barris por dia em 2015 e 9,49 milhões de barris em 2016.
Nesta quarta-feira, o DoE divulga os dados do nível dos estoques norte-americanos na semana até 3 de abril. A previsão média de 12 analistas ouvidos pela Dow Jones é de que os estoques de petróleo bruto tenham tido um crescimento de 3,4 milhões de barris. A previsão para os estoques de gasolina é uma redução de 1,3 milhão de barris; a previsão para os estoques de destilados, que incluem diesel e óleo combustível para calefação, é um crescimento de 900 mil barris. A previsão para a taxa de utilização da capacidade das refinarias é de 89,9%, com crescimento de 0,5 ponto porcentual em relação à semana anterior.
“A questão agora será sobre se realmente começamos a ver uma virada na produção e na demanda nas últimas duas semanas. Parece que os compradores voltaram ao mercado”, disse o analista Gene McGillian, da Tradition Energy. Os analistas do Commerzbank deram destaque ao anúncio feito na segunda-feira pela Arábia Saudita, de elevação do preço de seu petróleo para exportação para a Ásia: “A demanda por petróleo obviamente está começando a se recuperar na Ásia, permitindo que a Arábia Saudita ofereça seu petróleo com descontos menores”.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos de petróleo bruto para maio fecharam a US$ 53,98 por barril, nível mais alto desde 30 de dezembro, com alta de US$ 1,84 (3,53%). Na Intercontinental Exchange (ICE), os contratos do petróleo Brent para maio fecharam a US$ 59,10 por barril, em alta de US$ 0,98 (1,69%). Fonte: Dow Jones Newswires.