Os preços do petróleo subiram nesta quinta-feira em Londres e Nova York, impulsionados pela debilidade do dólar, após o anúncio de uma nova flexibilização da política do Federal Reserve (Fed, banco central americano).

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do West Texas Intermediate (“light sweet crude”) para entrega em dezembro, fechou a 86,49 dólares, em alta de 1,80 dólar em relação à quarta-feira. Durante a sessão, alcançou 86,78 dólares, seu nível mais alto desde o início de maio.

Na Intercontinental Exchange de Londres, o barril do Brent do mar do Norte para entrega em dezembro subiu 1,62 dólar, tendo sido negociado a 88,00 dólares, após alcançar 88,21 dólares, seu nível mais alto em seis meses.

“Com a queda do dólar, graças à generosidade de Ben Bernanke e às novas medidas de reativação do Fed, o mercado está encontrando um novo teto”, constatou Rich Ilczyszyn, da Lind-Waldock.

O Fed abriu as portas do crédito anunciando na quarta-feira sua decisão de injetar 600 bilhões de dólares para sustentar a recuperação da economia. Este anúncio afetou o dólar, que caiu aos seus níveis mais baixos em 10 meses contra o euro e acelerou os mercados de matérias-primas, cotadas na moeda americana.

A baixa do dólar também leva os investidores a se proteger contra a inflação, orientando-se em direção a ativos tangíveis.

Os operadores do mercado começam a evocar o teto de 90 dólares.

“Os preços do petróleo continuam respondendo ao contexto macroeconômico (…) e o novo programa de reativação ajudou a elevar as expectativas de inflação e a debilitar o dólar”, observou Hussein Allidina, da Morgan Stanley.

Do ponto de vista de seus fundamentos, o mercado esteve sustentado pela evolução dos estoques de petróleo americano, em particular dos produtos derivados (gasolina e destilados), indicou Tom Bentz, da BNP Paribas.

O informe semanal do departamento de Energia mostrou na quarta-feira uma queda de 6,3 milhões de barris nas reservas na última semana, fazendo passar para segundo plano o importante aumento de 2 milhões de barris dos estoques de petróleo.

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