Os preços do petróleo subiram nesta terça-feira em Nova York e mais moderadamente em Londres, sustentados novamente pela crise no mundo árabe, tanto na Líbia como no Iêmen e na Síria.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação de “light sweet crude” negociado nos EUA) para entrega em abril fechou em 104 dólares, alta de 1,67 dólar em relação à segunda-feira.

Em leve queda na abertura dos negócios em Nova York, os preços recuperaram-se rapidamente.

O contrato com vencimento em maio, que na quarta-feira será o de referência, subiu 1,88 dólar, a 104,97 dólares.

No Intercontinental Exchange de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em maio subiu 74 centavos, a 115,70 dólares.

“O mercado continua concentrado no que acontece no Oriente Médio”, resumiu John Kilduff, da Again Capital. “Agora inquieta-se particularmente sobre o Iêmen, onde o presidente tem provavelmente os dias contados no poder, e por isso, as hostilidades não param”.

“Não vemos nenhuma saída rápida sobre nenhum desses temas”, estimou.

No quarto dia da ofensiva aérea internacional contra a Líbia, houve violentos confrontos envolvendo nesta terça-feira rebeldes e forças leais a Kadhafi no oeste do país.

Segundo analistas do Commerzbank, “é improvável que as entregas de petróleo líbio voltem rapidamente à normalidade”.

O país produzia antes da crise que o afeta cerca de 1,6 milhão de barris diários, que em sua maioria exportava para a Europa.

“A situação é extremamente tensa no Oriente Médio e não apenas na Líbia, o mercado inquieta-se pela situação no Iêmen, Bahrein, na Argélia”, comentou Phil Flynn, da PFG Best. “Os operadores estão em alerta”.

A Síria, país governado com mãos de ferro há 40 anos pelo regime, é agora cenário de protestos sem precedentes. Mais de um milhão de manifestantes reuniram-se nesta terça-feira em Deraa (sul), onde foram rodeados por um importante número de membros das forças de governo.

No Iêmen, o presidente Ali Abdullah Saleh, no poder há 32 anos, foi abandonado por uma parte do exército. Nesta terça-feira, propôs deixar o poder no início de 2012, mas a oposição rejeitou a oferta, insistindo em sua partida imediata.

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