O preço do barril de petróleo fechou em alta nesta sexta-feira em Nova York, em um mercado que recuperou a confiança por um indicador sobre a atividade petrolífera nos Estados Unidos e que afasta o risco de grande fluxo de petróleo iraniano.

No fechamento no New York Mercantile Exchange (Nymex), o preço do barril de “light sweet crude” (WTI) para entrega em maio subiu 85 centavos, cotado a 51,64 dólares.

O mercado encerra uma semana agitada, durante a qual as cotações chegaram a registrar variações de três dólares de um dia para outro. Na semana, o preço subiu cerca de dois dólares.

“Há muitos fatores em jogo aqui e, em geral, apoiam o mercado”, considerou Phil Flynn, da Price Futures Group.

“Estamos cada vez mais conscientes de que os riscos geopolíticos aumentam no exterior”, ressaltou. “No Irã, o aiatolá (Jamenei) ontem deu declarações que geraram incerteza sobre os prazos de um possível acordo”.

Ali Jamenei, o líder da República Islâmica, tem a última palavra em questões estratégicas do Irã, e se mostrou cauteloso em relação às possibilidades de um acordo final sobre o programa nuclear de Teerã.

“Claramente, o acordo definitivo não será concluído no prazo de 30 de junho para um acordo definitivo, o que afasta o risco do fluxo de petróleo iraniano”, segundo Flynn.

Além disso, alguns investidores estão esperançosos de que o número de poços ativos diminua nos Estados Unidos.

“O otimismo continua sendo moderado porque a redução da oferta não começou até agora, como apontaram os dados das reservas dos Estados Unidos”, afirmou Gen McGillian, da Tradition Energy.

O preço do petróleo caiu à metade desde junho de 2014, em grande parte por causa das preocupações sobre o excesso de oferta, não só nos Estados Unidos mas também na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que acelerou a queda ao não reduzir em novembro seu teto de produção.

O Departamento de Energia informou na quarta-feira e mais de dez milhões de barris de reservas de petróleo bruto nos Estados Unidos na semana passada, e um pequeno aumento da produção, que se mantém acima dos 9,4 milhões de barris.