Os preços do petróleo voltaram a cair nos Estados Unidos, mas subiram na Europa. O dia foi de volatilidade em Nova York por causa do vencimento dos contratos futuros de petróleo bruto para setembro. Novamente o mercado mostrou preocupação com o excesso de oferta global, depois do surpreendente crescimento dos estoques norte-americanos, na semana passada.

“O informe de quarta-feira sobre os estoques foi, mais uma vez, um golpe contra os preços. A queda na taxa de utilização da capacidade das refinarias, combinada com o fato de as importações dos EUA terem subido acima de 8 milhões de barris por dia pela primeira vez desde abril, transformaram a expectativa de uma redução de 2 milhões de barris na realidade de um crescimento sólidos dos estoques”, disse Matt Smith, da ClipperData.

Os analistas da Wolfe Research disseram em nota que os estoques dos EUA deverão crescer ainda mais, já que as refinarias deverão entrar na temporada de suspensão temporária das atividades para manutenção de equipamentos. “Vai piorar antes de melhorar. Poderemos ver a taxa de utilização da capacidade caindo dos atuais 95% para 89% no quarto trimestre, o que reduziria a demanda por petróleo bruto em 1,1 milhão de barris por dia”, diz a nota.

Para os analistas do Société Générale, os investidores continuam nervosos com a turbulência no mercado de ações da China, com a volatilidade do yuan e com a perspectiva da economia chinesa. “Para os mercados de petróleo, o foco continua a ser a China, que provocou uma onda de debilidade entre as moedas dos países emergentes ao desfazer o atrelamento do yuan ao dólar, na semana passada”, diz a nota.

Na Europa, os preços do petróleo Brent voltaram a cair, registrando a quinta sessão de baixas nos últimos seis dias. Nesta sexta-feira, os mercados estarão atentos aos índices preliminares de atividade dos gerentes de compras (PMIs) da China, dos países da zona do euro e dos EUA.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos de petróleo bruto para setembro, que haviam fechado ontem no nível mais baixo desde 2 de março de 2009, fecharam a US$ 41,14 por barril, em alta de US$ 0,34 (0,83%); os contratos para outubro fecharam a US$ 41,32 por barril, em alta de US$ 0,05 (0,12%). Na Intercontinental Exchange (ICE), os contratos do petróleo Brent para outubro fecharam a US$ 46,62 por barril, em queda de US$ 0,54 (1,15%). Fonte: Dow Jones Newswires.