Os preços do petróleo superaram os 80 dólares em Londres e subiram nesta quarta-feira em Nova York, sustentados pelo contínuo enfraquecimento da moeda americana e pela redução das reservas petroleiras no país.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação de “light sweet crude” negociado nos EUA) para entrega em novembro fechou em 77,86 dólares, alta de 1,68 dólar em relação à terça-feira. Na sessão, o WTI alcançou 78,13 dólares, seu nível mais alto desde 11 de agosto.

Em Londres, o Brent do Mar do Norte com igual vencimento ganhou 2,06 dólares, fechando em 80,77 dólares.

O mercado superou as dificuldades pela manhã, depois da publicação do relatório semanal do Departamento de Energia sobre as reservas nos Estados Unidos, que afetam atualmente o mercado por sua abundância.

Notícia positiva para os preços, as reservas de petróleo caíram em 500.000 barris na semana passada, superando as previsões (-300.000).

A principal surpresa veio, no entanto, dos estoques de produtos petroleiros.

As reservas de gasolina caíram 3,5 milhões de barris, quando os analistas esperavam um aumento de 600.000 barris. Os estoques de produtos destilados (diesel e combustível para calefação) reduziram-se em 1,3 milhão de barris, contra uma alta esperada de 200.000 barris.

“Com uma oferta de petróleo (importações + produção) que caiu a níveis próximos de seus pisos mais recentes, os estoques de petróleo puderam retroceder 500.000 barris, apesar da baixa da taxa de utilização das refinarias”, constatou Nic Brown, da Natixis.

Outro elemento positivo, o dólar continuou sua queda, ficando em seus níveis mais baixos em cinco meses frente ao euro.

O enfraquecimento da moeda americana é, em geral, benéfico para os preços dos ativos cotados em dólar, que se reduzem para os investidores que contam com outras moedas e servem de refúgio para aqueles que temem uma depreciação.

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