Os preços do petróleo subiram mais de 3% nesta quinta-feira em Nova York e em Londres, impulsionados pelos mercados de ações e em um momento em que uma tempestade tropical ameaça as instalações petroleiras no Golfo do México.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação do “light sweet crude” negociado nos EUA) para entrega em setembro fechou em 79,30 dólares, em alta de 2,74 dólares (+3,5%) em relação à quarta-feira.

No InterContinentalExchange de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte com igual vencimento subiu 2,45 dólares, a 77,82 dólares.

“Como de costume, foi a queda do dólar e os mercados de ações” que impulsionaram os preços, constatou Antoine Halff, da Newedge Group.

O enfraquecimento da moeda americana beneficiou os preços das matérias-primas, cotadas em dólares, que ficam mais atrativas para os compradores munidos de outras divisas.

Wall Street evoluiu em forte alta nesta quinta-feira até o fim do dia, sustentada por resultados de empresas e indicadores econômicos que superaram as previsões.

“O otimismo voltou”, constatou Phil Flynn, da PFG Best Research. “A orientação dos preços do petróleo é ditada novamente pelos outros mercados”.

“A outra preocupação do mercado petroleiro são as tempestades tropicais no Golfo do México”, completou.

O centro de alerta para furacões dos Estados Unidos emitiu um aviso de tempestade tropical para as Bahamas e parte da Flórida (sudeste dos EUA), que deverá atravessar durante o fim de semana o Golfo do México, que concentra cerca de 30% da produção de petróleo dos Estados Unidos.

Outra tempestade, situada no sul do Golfo do México, tinha 50% de chances de se transformar em furacão, segundo a mesma fonte.

“Os furacões podem causar perturbações importantes no armazenamento de petróleo e no funcionamento tanto dos poços petroleiros como das refinarias”, explicou Halff. “Este ano, os serviços meteorológicos prevêem uma temporada mais ativa que o normal, como consequência, o mercado permanecerá sensível às tormentas tropicais e aos furacões”.

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